Quarta-feira, Março 02, 2005

Chegadas 

Com muita alegria, a chegada d'O Insurgente.

Partida 

Com muita pena, o fim d'O Intermitente.

Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005

Escutismo 

"O Dia do Escutismo", no Random Precision:

Baden-Powell foi o fundador do movimento Escuteiro.

Por isso, o dia do seu nascimento é considerado «O Dia do Escutismo».

O Escutismo é um movimento de juventude destinado à «educação integral» dos jovens de ambos os sexos e baseado no voluntariado.

Em Portugal, a principal organização de escuteiros é representada pelo «Corpo Nacional de Escutas» (C.N.E.), que se assume como um movimento da Igreja Católica e que protagoniza o desenvolvimento dos jovens e a sua realização nas comunidades onde se inserem.

Estranhamente, e apesar da proclamação destes princípios, o Corpo Nacional de Escutas é uma organização de juventude que selecciona os jovens que queiram alistar-se nas suas fileiras quer pela sua orientação sexual, quer pelas suas crenças religiosas, não permitindo a entrada de crianças que não sejam católicas.

A esta crítica, os garbosos escuteiros respondem que existe outra organização similar aberta às demais crenças religiosas, onde as crianças não-católicas se podem perfeitamente inscrever.

Até hoje, ainda não consegui que nenhum escuteiro percebesse que isso ainda é pior do que se houvesse somente uma única organização...

Nos últimos tempos têm sido conhecidos em todo o mundo inúmeros casos de crianças que, independentemente da sua idade, são sumariamente expulsas dos seus grupos de escuteiros por se terem tornado suspeitas de serem homossexuais.

Os Escuteiros são ainda conhecidos por mandarem vestir fardas a crianças.

Decerto como corolário dos seus princípios de obediência incondicional e de subordinação do indivíduo ao grupo e à comunidade onde se insere, e sempre em «comunhão eclesial».

Ficou celebre a definição do cómico brasileiro, Juca Chaves:«Os escuteiros são um grupo de meninos vestidos de imbecil, comandados por um imbecil vestido de menino».

"Sheeps Clothing", No Quinto dos Impérios:

O autor do Random Precision (que até é bastante “anticipated” na sua actuação e muito pouco “precise” na sua análise) dedica um post inteirinho ao movimento escotista para criticar a sua natureza militarista e sexista.

Eu percebo que a formação cívica, o espírito de camaradagem, o convívio com a natureza, a responsabilização do indivíduo, o respeito pelo próximo, o espírito de iniciativa sejam conceitos difíceis de entender e aceitar por muito boa gente. Não percebo e não posso admitir é que, disfarçado de preocupação pelo bem estar das crianças, se desenvolva um discurso intolerante e ignorante sobre um movimento que devia merecer o nosso respeito e apoio.

"Continuo sem conseguir...", no Random Precision:

No «Quinto dos Impérios», o Fernando Albino parece indignado com o meu post sobre o dia do escutismo.

Diz ele que «a formação cívica, o espírito de camaradagem, o convívio com a natureza, a responsabilização do indivíduo, o respeito pelo próximo, o espírito de iniciativa sejam conceitos difíceis de entender e aceitar por muito boa gente».

Mas, meu caro Fernando Albino, não é isso que está em causa!

Os valores que refere são tão importantes e responsáveis como quaisquer outros.

O que está em causa é a integração desses valores de modo a que não pareçam tão despropositados ou descaracterizados como se resultassem dos estatutos de uma qualquer «Mocidade Portuguesa» ou de uma «Juventude Hitleriana».

Isso sim, é o que está em causa.

E mesmo quando diz que não percebe e não pode admitir que «disfarçado de preocupação pelo bem estar das crianças, se desenvolva um discurso intolerante e ignorante sobre um movimento que devia merecer o nosso respeito e apoio», o que está a fazer é não mais do que partir do fim para o princípio.

Porque saber se o movimento «merece todo o nosso respeito e apoio» é precisamente o que está por demonstrar.

Como está por demonstrar quem é, afinal, intolerante.

Ora, no meu post faço somente duas críticas que, muito curiosamente, o Fernando Albino nem sequer refuta.

E que passam, a primeira delas, pelo militarismo da farda que vestem às crianças, como corolário de princípios de obediência incondicional e de subordinação do indivíduo ao grupo e à comunidade.

E a segunda, pela referência à selecção da entrada das crianças no movimento pela sua orientação sexual e pela sua crença religiosa.

E é tudo.

Pelos vistos são críticas acertadas, pois não tiveram refutação.

Claro que digo ainda que, à crítica da selecção pela crença religiosa, os escuteiros respondem «que existe outra organização similar aberta às demais crenças religiosas, onde as crianças não-católicas se podem perfeitamente inscrever».

E digo também que até hoje ainda não consegui que nenhum escuteiro percebesse que isso ainda é pior do que se houvesse somente uma única organização...

E, pelos vistos, continuo sem conseguir...

"Sheeps Clothing - PS", No Quinto dos Impérios:

O Luís Grave Rodrigues já respondeu mas continua sem perceber a falta de fundamento da sua crítica.

Primeiro, é perfeitamente possível distinguir no movimento escotista ao nível mundial diferentes organizações com diferentes critérios de admissão perfeitamente válidos e completamente distintos consosante se fale de escoteiros católicos, não-católicos, guias, escoteiros marítimos, etc.

Segundo, não é pelo facto de se usarem ou não uniformes (como por exemplo em muitas escolas e até na saudosa Komsomol da antiga URSS) que os princípios e valores que apontei (e folgo saber que o Luís partilha deles) deixam de ser prosseguidos com o mesmo vigor e entusiasmo.

Nada, muito menos a minha argmentação, impede o Luís de continuar a ver intenções obscuras e insidiosas no escotismo, a única coisa que eu peço é que procure ser mais atento à verdade dos factos.

O movimento escotista no mundo ocidental, livre de quaisquer aproveitamentos políticos ou ideológicos, é benéfico para a esmagadora maioria dos que nele participam e para a sociedade.

Vamos lá, então 

Este blogue começou por iniciativa do meu amigo Nuno, colega de universidade de Lisboa. Infelizmente, não conseguiu levar o blogue a bom porto, devido à falta de disponibilidade para o manter actualizado (por incrível que pareça, "perdia" até duas horas por dia, só para a revista à blogosfera).

Com vontade de entrar neste mundo, pedi-lhe licença para o utilizar. Assim, navegarei nas Cinzas do Tempo, escrevendo ao sabor do vento.

Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

Nova gerência 

Reabre brevemente com nova gerência.

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